Compromisso
A vida é uma longa passagem de ensinamentos. Uma das coisas que a vida tratou de me ensinar foi a observar e a perceber quem são as pessoas que me rodeiam. Se é certo que não devemos fazer juízos de valor, também é certo que não devemos deixar de avaliar as suas atitudes e, especialmente o comportamento que têm connosco.
Pois bem, é nessas alturas que confirmamos a "tropa fandanga" ausente de valores que amiúde gravita à nossa volta. Somos para "esses" nada mais do que objetivos, números, meios. Enfim, alguém que ali está para se atingir um fim. Outros acham, também, que nos orientamos pela mesma ausência de princípios com que se apresentam à sociedade.
Ora, julgarão estas..."personagens" (dito assim parece que estou a ser simpático) que não há mais nada para além das suas vontades? Há. Há a liberdade de sermos genuínos, de agirmos por nós próprios e em função do livre arbítrio. Há o direito de registarmos como nossas as ideias que produzimos, de assumirmos a importância que temos em determinados momentos, de garantir que a nossa genuinidade não é coartada.
Assim, na esteira dos dias que passam, a nossa vontade não é a de desistir, é sim de persistir e de demonstrar que o que somos e alcançamos se deveu à nossa essência, e, são as "personagens" que se "alimentam" e aproveitam de nós.
Independentemente do nosso estado, momento, hora ou condição, é esse compromisso em ser genuíno que assumo todos os dias e cada vez com mais assertividade.